Arte Contemporânea

A chamada Arte Contemporânea surgiu a partir da década de 1960, com a Art Pop e o Minimalismo. A partir daí,  podemos pensar a arte não como algo dividido em categorias como “pintura” ou “escultura”. Também podemos perceber que não basta mais o sentido da visão para identificar ou apreciar um trabalho artístico. Muitos artistas atuais misturam diferentes linguagens (dança, música, pintura, escultura, teatro, literatura, etc) e sentidos (visão, tato, paladar, audição e olfato). Isso não significa que o desenho tenha acabado, por exemplo. Mas o grafitti e as histórias em quadrinhos, enquanto formas de arte, fazem parte da contemporaneidade ao estar em nosso cotidiano, em nossos caminhos e em nossas casas. Sendo assim, uma participação direta do público, não mais pela mera contemplação e admiração, é característica importantíssima para a arte atual.

Na arte pop (Andy Warhol, Roy Linchtenstein, Claes Oldenberg) passa-se a ter uma comunicação direta com o público, através da introdução de temas próximos a ele (publicidade, cinema, histórias em quadrinhos, imagens da TV) e isto cria o primeiro movimento da arte contemporânea: a união entre a arte e a vida. Já no minimalismo, surge o uso de materiais industriais e formas simples e neutras (Donald Judd,Tony Smith, Carl Andre, Robert Morris).

Com o tempo, surgiram também as instalações (ambientes construídos dentro das galerias ou museus) e as intervenções em espaços urbanos ou naturais, como a Land Art. A body art vai utilizar o corpo humano como parte das obras de arte, e não apenas como tema de pinturas. Já na arte conceitual, a ideia proposta pelo artista (a mensagem passada para o público) terá mais importância do que a obra de arte em si.
O uso das novas tecnologias, é outra importante característica na arte contemporânea, como nas instalações luminosas.

O objetivo da arte contemporânea (atual) é fazer o público pensar. Refletir. E também experimentar, fazendo parte das obras, mexendo nos objetos, como nos Bichos, da artista Lygia Clark. As 5 palavras-chave, podem ser então: CONCEITO, REFLEXÃO, SENSAÇÃO, EXPERIÊNCIA E EFEMERIDADE.

*Resumo a partir de texto disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo354/arte-contemporanea

Vídeo explicativo do canal Artikin, no YouTube:

Exemplos de artistas, obras e formas:

Lygia Clark

Robert Smithson  (forma: Land Art)

Robert Smithson

 

James Brunt (forma: land art)

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Christo e Jeanne-Claude (forma: Instalação – Land Art)

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Yayoi Kusama (forma: Instalação)

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Joseph Kosuth (forma: Instalação)

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Carl Andre (forma: Minimalismo)

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Marina Abramovic (forma: performance)

Nesta performance, a artista senta em uma cadeira de frente para outra. Os visitantes sentam na cadeira vazia e encaram Marina, em silêncio, por algum tempo. A ideia é trabalhar o olhar para o outro de modo mais dedicado. A obra se chamava “A Artista está presente”, e aconteceu durante 3 meses (ela ficou 700 horas sentada) em uma exposição do MoMa em Nova York. No vídeo, o museu preparou uma homenagem. O último visitante foi um grande amor e parceiro na arte, chamado Ulay. Sem falar nada, os dois se emocionam; mostrando como a arte contemporânea lida com o SENTIR e o EXPERIMENTAR de modo intenso.

Obs: as fotografias não pertencem a mim.

 

 

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