Dadaísmo

O Dadaísmo foi um movimento artístico surgido em 1916, no Cabaret Voltaire (Zurique, Suíça). Os artistas ali reunidos, com ideais anarquistas e vontade de quebrar mais regras da arte, sortearam uma palavra no dicionário francês e encontraram “dada”, que significa “cavalo de brinquedo”. Pensando também na referência ao balbuciar sem muito sentido dos bebês, elegeram como nome do movimento, Dadaísmo (ou apenas Dada). Eles contestavam valores e usavam vários canais de expressão, como revistas, manifestos, exposições, etc. Suas obras tinham a intenção de serem desordenadas e escolhiam as formas de modo aleatório, com o desejo de chocar e escandalizar a sociedade. O objetivo era puro e simples: questionar e crítica às artes tradicionais.

Um desses artistas criou uma receita de poesia dadaísta. Seu pseudônimo era Tristan Tzara (que significa, em hebraico, “terra triste”) e segue abaixo a receita para você fazer em casa:

“Pegue um jornal.

Pegue a tesoura.

Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema.

Recorte o artigo.

Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco.

Agite suavemente.

Tire em seguida cada pedaço um após o outro.

Copie conscientemente na ordem em que elas são tiradas do saco.

O poema se parecerá com você.

E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público.”

 

Outros artistas importante:

Hugo Ball: poeta, escritor e filósofo alemão. Dos seus trabalhos, os mais conhecidos eram os poemas sonoros, onde ele gravava palavras em alemão de forma aleatória. Abaixo, o poema “Karawane”.

Hans Arp: pintor e poeta alemão. Abaixo, a pintura “A tábua de ovos”.

3 - Jean Arp_ La Planche à Œufs

Marcel Duchamp: considerado um dos “pais” da arte contemporânea e conceitual, este artista francês realizou, dentre outras coisas, ready-mades (clique aqui para entender mais). Um deles foi o objeto abaixo, chamado de “A Fonte“. Ele comprou um mictório em uma fábrica de porcelanas, assinou com seu pseudônimo artístico, virou o objeto em outra posição e o enviou para uma exposição da Associação de Artistas Independentes de Nova York. O objeto foi posicionado nos fundos da sala de exposições, mas seu objetivo foi cumprido: questionar o modo como a arte era vista, como sendo algo nobre e de inspiração sublime.

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