Egito Antigo

Os deuses Hórus, Osíris e Ísis (ouro e lápis lazuli).
Os deuses Hórus, Osíris e Ísis (ouro e lápis lazuli).

O Egito é um país africano e por volta de 5.000 anos atrás abrigou uma importante civilização em torno do Rio Nilo, chamada por aquele povo de Kemet, que significa “terra negra”. Sua cultura era rica e sua presença no mundo muito importante. Criadores dos hieróglifos (escrita local da época) e com uma expressão visual muito forte, essa civilização tem muita história para contar através das relíquias que restaram de seus templos. Mas vamos falar sobre a Arte, especialmente no que diz respeito às pinturas, esculturas e arquitetura desse império.

Em geral, as representações artísticas dessa civilização eram voltadas para dois grandes temas: o cotidiano das pessoas e a religiosidade. Na maior parte do tempo, o Egito Antigo foi politeísta; ou seja, acreditavam-se que o Faraó era a “expressão terrena dos Deuses” e que existiam muitas divindades. Vocês já devem ter ouvido falar em Hórus, Anubis, Ísis ou Osíris, certo? Abaixo encontramos três exemplos (clique nas imagens para visualizá-las melhor): uma cena de cotidiano de Menna, um funcionário real muito importante; o deus Anúbis, responsável pelo submundo e por pesar a alma dos mortos; e por fim uma escultura da Rainha Nefertiti, cujo nome significa “a mais bela de todas”. Reparem nas cores predominantes. Nós encontramos muitos tons de terra (como marrons e vermelhos) e poucos azuis e dourados. Verde e azul eram cores muito presentes nas pinturas e esculturas egípcias e tinham vários significados espirituais. Porém não eram fáceis de encontrar pois eram extraídos de pedras preciosas como o lápis-lázuli. Já o dourado vem do próprio ouro, metal precioso e ligado aos deuses solares.

Os habitantes de Kemet acreditavam que, após a morte, a pessoa acordaria para uma nova vida e precisaria encontrar tudo o que lhe pertencia intacto, incluindo seu corpo. Por isso transformavam seus corpos em múmias, para durarem “uma eternidade” e pintavam as paredes internas de túmulos e sarcófagos (caixões). Claro que nem todos tinham esse direito. Tal luxo era de prioridade para o Faraó, a Rainha, sua família e os funcionários mais importantes como escribas, sacerdotes e artistas. Estes últimos eram responsáveis por realizar todas essas “decorações”. Vamos dar uma olhada nessas novas imagens abaixo: são todas pinturas encontradas praticamente intactas dentro de tumbas (ou hipogeus) e pirâmides. Encontramos nelas o encontro do morto com os deuses, hieróglifos contando histórias de vida e oferendas de alimentos para a nova vida após a morte.

Uma característica importante e notável dos desenhos era posição dos corpos dos personagens: os ombros e olhos eram mostrados virados para a frente; e as pernas, pés, braços, mãos e cabeça eram mostrados de perfil. As esculturas de corpo inteiro já não eram assim. Vamos visualizar isso nas imagens a seguir para comparar. Repare nas posições dos ombros de ambas:

Passado o tempo e com a queda dos faraós e modificações na cultura do Egito, muitas obras e objetos foram retirados de seus locais de origem. Vários foram roubados por outros países durante conflitos e se espalharam pelo mundo. E levaram de tudo: desde esculturas e múmias, até jóias e objetos de uso pessoal como espelhos e pentes.

Falando em Egito Antigo, vamos observar e ouvir o clipe musical da música Remember the Time, de Michael Jackson. A história da vídeo se passa justamente em Kemet e é uma ótima e divertida representação da estética da época e também da etnia das pessoas que lá nasceram e viveram.

Bom, para fechar essa postagem convido vocês a dois passeios virtuais bem legais para aprender mais: primeiro, à exposição do Egito Antigo realizada no CCBB-RJ em 2019 (clique aqui). A visita tem áudio e legendas explicando tudo em português. E segundo, uma visita à tumba de Menna (clique aqui). Infelizmente esta última está com as legendas em inglês, mas isso não atrapalha a experiência. Aproveitem!

Fontes:

Imagens: site do Met Museum (Museu Metropolitano de Arte, em New York).

Texto:

  • Cartazes de apoio da exposição Egito Antigo do CCBB-RJ
  • DUARTE, Valter. Auto-conhecimento em Kemet: origem das universidades. Revista Problemata (UFPB, 2019).

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