Pintura rupestre – parte 1

Olá, pessoal!

Depois de um hiato de pouco mais de 1 ano, o blog está de volta (ainda que em passo de tartaruga). A ideia é fazer posts mais dinâmicos e com ideias para aulas e atividades em sala de aula, além de seguir completando com mais histórias. No 2º bimestre deste ano, meu 6º ano está estudando sobre pré-história e, claro, arte rupestre. Antes de fazer um post mais completo sobre o assunto, resolvi postar aqui o passo a passo de um trabalho que fizemos nas duas últimas semanas.

Turma 1601 – maio / junho de 2022 (E.M. Professora Felicidade de Moura Castro)

Ele é bem simples e o resultado fica bem legal. O objetivo é pegar um papel em branco e deixá-lo com aparência e textura de pedra, usando ao máximo pigmentos naturais. Vamos lá?

  1. Fazendo as tintas: misture 2 porções de cola para 1 de água. Como pigmento, acrescente tempero natural em pó ou terra, na quantidade desejada. Quanto mais pigmento, mais viva a cor. Quanto mais cola, mais cremosa a tinta. Dica: para uma mistura homogênea, o pó precisa estar bem fininho (mas um granulado na tinta pode ajudar na textura desse trabalho em específico). Cores usadas: amarelo (curry, cúrcuma ou açafrão); vermelho (urucum – encontrado como colorau nos supermercados – páprica ou barro); marrom (canela ou terra), preto (carvão).
  2. Suporte – 1ª parte: pegue uma folha de papel sulfite (comum ou reciclada) e amasse-a bastante. Em seguida, abra e estique-a sobre a mesa, tomando cuidado para manter ao máximo a textura do amassado.
  3. Suporte – 2ª parte: use um pincel do tipo trincha para tingir com a tinta toda a extensão do papel. Pode-se usar uma ou várias cores para criar ainda mais texturas e sombreados. Dica 2: é importante que a tinta não esteja muito diluída para evitar rasgos no papel. Quando terminar deixe secando em uma superfície por, no mínimo, 24 horas. O papel ficará “durinho”.
  4. Desenho: agora é a vez do desenho à carvão. Usamos carvão (de churrasco mesmo) trazido pelas crianças e os quebramos em pedaços bem pequenos para facilitar o manuseio do mesmo. As referências foram as pinturas rupestres do Parque Nacional da Serra da Capivara (Piauí) e também da Caverna de Altamira (Espanha).

Espero que tenham gostado e até a próxima!

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